martes, 19 de junio de 2018

VIVENDO PARA A GLÓRIA DE DEUS. UMA INTRODUÇÃO A FE REFORMADA


RESENHA 

BEEKE, Joel. B. Vivendo para a glória de Deus. Uma introdução a Fé Reformada. São Paulo: Fiel, 2012. 414 paginas



Introdução

O titulo do livro já nos encaminha para o objetivo do autor, apresentar a fé reformada, que ele identifica como calvinismo, O autor explica no prefácio da sua obra a motivação que teve para escrever o livro. Procurava um material que explicasse para o leitor moderno a natureza bíblica, teocêntrica, profunda, cativante e prática do calvinismo, e corrigir as muitas apresentações deformadas que existem em muitos lugares sobre essa linha teológica. O alvo do livro são os leigos e os pastores interessados em aprender os ensinos básicos do calvinismo, de maneira simples, claro e não técnico. O autor apresenta uma um escrito claro e sucinto sem ser superficial. Cada capítulo aborda um aspecto diferente do calvinismo. Os capítulos são curtos e têm uma série de perguntas de estudo no final, fornecido por Michael Haykin, que permitem que o livro seja usado em casa ou grupos de estudo.

Ao dividir a obra em seis partes, o autor deseja mostrar quão abrangente é a teologia calvinista, pois aborda todas a áreas da vida e do pensamento humano, com um total de vinte e oito capítulos. Desses vinte e oito capítulos, o próprio Beeke contribuiu com dezoito. Os restantes dez capítulos consistem em contribuições do Dr. Sinclair Ferguson, do Dr. James M. Grier, do Dr. Michael AG Haykin, do Dr. Nelson D. Kloosterman, do Rev. Ray B. Lanning, do Dr. Robert W. Oliver, do Ray Pennings, E Dr. Derek WH Thomas.



1)    "Calvinismo na História"

Na primeira parte, apresenta o contexto histórico onde foi desenvolvido o pensamento reformado, analisando as causas que levaram ao surgimento do movimento. Uma observação neste ponto e importante. O Dr. Beeke só enfatiza os problemas morais que surgiram na Igreja Medieval, assim como as diferenças teológicas que resultaram no afastamento de Roma por parte dos reformadores, para depois explorar a propagação da fé reformada por quase toda Europa; não e trabalhado nesta secção as causas politicas, económicas ou sociais que conspiraram contra a hegemonia da igreja católica.

O movimento reformador reconhece a vários teólogos que cimentaram as mudanças na fé e praticas da época. Zwinglio e Calvino em Suíça e Lutero em Alemanha são os mais lembrados. Mas existem muitos outros que ajudaram a espalhar as ideias reformadas ate Inglaterra e nas colonias do novo continente. O autor tem um aprecio especial por o grupo nomeado de “puritanos”, que buscaram avançar nas reformas dentro da igreja inglesa para ajustar-lha aos princípios da Bíblia. Menção especial merece as diferenças que surgiram muito cedo dentro do protestantismo. Os luteranos e os calvinistas diferiam em quanto à abordagem de questões teológicas como a ceia, a função da lei, o papel da justificação e santificação na salvação, a predestinação e o entendimento sobre o culto.

O Dr. Beeke faz um excelente trabalho ao apresentar as diferentes confissões de Fé surgidas nas diferentes igrejas nacionais dos séculos XVI e XVII, destacando as sete mais diligentemente adotadas pelas denominações reformadas, dedicando também uma secção as duas confissões Baptistas de Londres.



2)    "Calvinismo na Mente

     Na segunda parte do seu livro, "Calvinismo na Mente", o autor detalha o “âmago” do calvinismo. Perante a tanta informação distorcida, o Dr. Beeke apresenta uma análise pormenorizada da essência de essa linha teológica. Ele identifica a doutrina da Soberania de Deus como o âmago do calvinismo. O interesse primário da teologia reformada é o Deus trino. Ser reformado, para Beeke, significa enfatizar o abrangente, soberano e amoroso senhorio de Deus sobre todas as coisas. Toda doutrina e definida de uma maneira centrada em Deus. O pecado e horrível porque é uma afronta a Deus. A salvação e maravilhosa porque traz glória a Deus. Concordo plenamente com o Dr. Beeke quando ele afirma que hoje, em muitas igrejas chamadas evangélicas, o temor de Deus foi perdido e como consequência de isto, perdeu-se também o entendimento bíblico do amor de Deus. O homem tornou-se o centro do evangelicalismo, promovendo uma perspectiva de Deus muito inferior ao apresentado nas Escrituras.

     O enfase da Reforma sobre a graça soberana enfrentou resistências tanto da Contrarreforma católica, como dos seguidores de Jacobo Arminius (arminianos ou remonstrantes). Eles apresentaram cinco desafios teológicos a fé reformada: eleição condicional, expiação universal, depravação parcial, graça resistível e a possibilidade de apartar-se da graça. Em termos simples, Beeke resume as respostas do Sínodo de Dort: “A graça soberana de Deus em salvar os pecadores é central á salvação”.

·         A graça soberana concebida (eleição incondicional)

·         A graça soberana merecida (redenção específica)

·         A graça soberana necessitada (depravação total)

·         A graça soberana aplicada (graça irresistível)

·         A graça soberana preservada (perseverança dos santos)

     Estos pontos são convenientes memorizados por meio do acrônimo TULIP (em inglês). Ainda que o autor reconhece que o acrônimo tem pontos fracos, ele segue essa ordem ao examinar cada ponto. Menção especial merece o capitulo onze “Filosofia calvinista”, escrito por James Grier. Nele se apresenta a abordagem filosófico de Calvino de três questões filosóficas: a questão da realidade (metafísica), do conhecimento (epistemologia) e da conduta (ética). A conclusão de Grier é que, embora Calvino não tenha sido filosofo, a sua pregação é seus escritos ajudam os crentes a andarem no caminho da verdade e provêem alimento rico para o desenvolvimento de uma filosofia calvinista.



3)    Calvinismo no coração

     Nesta terceira parte, Michael A. G. Haykin apresenta o tema “Cultivando o Espirito”, destacando que historicamente a tradição reformada tem demostrado possuir um interesse ardente no Espirito Santo, iniciando por o próprio Calvino. O Espirito Santo e fundamental em cada área da salvação de pecadores. Ao mesmo tempo, reconhece que existem meios que nos aproximam a Deus, destacando quatro deles: a Palavra de Deus, a oração, a Ceia do Senhor e a comunhão com outros crentes. Beeke escrive a continuação sobre a piedade de Calvino, e como impactou as dimensões teológica, eclesiológica e pratica de seu pensamento. O autor destaca a ajuda de Calvino a causa protestante para mudar todo o foco da vida cristã. Pela sua influencia, a espiritualidade reformada abrange a vida na família, nos campos, no lugar do trabalho e no mercado.

     Seguidamente, O Dr. Beeke enfoca a santificação no pensamento e na prática dos puritanos. Deve-se lembrar do aprecio que tem o autor para com o grupo mencionado. Ele continua a confrontar ideias deformadas acerca do calvinismo, esta vez, a reputação de que é uma escola de pensamento alheia aos problemas e situações comuns da vida. Beeke apresenta aos puritanos como modelo de santificação, como expressão prática do calvinismo, ao defini-la como “o que Deus faz na alma e no corpo do crente”. Esto sucedia a traves do uso diligente dos meios da graça, já que acreditavam que o cristão que esta a passar pela santificação tem de enforcar-se para ser mais semelhante a Deus (imitando o carácter do Pai, conformar-se a imagem de Cristo e submeter-se a mente do Espirito Santo), purificando-se a si mesmo de toda impureza da carne (vigiar e orar contra hábitos pecaminosos, fazer a vontade de Deus e usar os meios da graça), de modo a chegar à santidade madura no temor de Deus.



4)    Calvinismo na Igreja

     Derek W. H. Thomas inicia a quarta parte falando sobre a ideia de Calvino sobre a estrutura e organização da igreja. Disse o autor que o reformador acreditava que a salvação de pecadores não acontece em um vácuo, mas no crisol da igreja visível. Igreja visível é aquela onde “a Palavra de Deus e pregada e ouvida em sua pureza e os sacramentos sendo ministrados de acordo com a instituição de Cristo”. Esta igreja visível, devia ser organizada e estruturada conforme aos padrões bíblicos. Calvino acreditava em um governo eclesiástico com uma organização forte e uma supervisão meticulosa da moralidade e dos costumes. O calvinismo eclesiástico apresenta três princípios fundamentais: a paridade entre presbíteros e bispos, a pluralidades de presbíteros e as igrejas locais organizadas ao redor de um presbitério.

     Ray Lanning apresenta seguidamente, os fundamentos do culto reformado. A mudança no culto publico foi uma drástica alteração que os reformadores introduziram na devoção das pessoas. Para Lanning, Calvino foi muito influente nisto, O culto do reformador para o Dia do Senhor é uma liturgia da Palavra: O ato central da liturgia é o sermão; o culto inclui somente os elementos que tem respaldo na Palavra de Deus; o conteúdo de cada parte da liturgia é extraído das Escrituras. Menção especial recebe a inclusão da Ceia do Senhor no culto, como subordinada ao ministério da Palavra. A salmodia métrica de Calvino é uma mostra da importância que ele deu ao canto congregacional. A seguir, Lanning escreve sobre John Knox, o reformador escocês, como o mais importante liturgista depois de Calvino. A continuação refere-se aos Teólogos de Westminster, quem produziram diversos documentos importantes, conhecidos como os Padrões de Westminster. 

     As Raízes da pregação reformada e abordada por Robert Oliver. Iniciando por Calvino repassa os fundamentos da pregação que caracterizou a igreja surgida da Reforma. Oliver remarca o papel preponderante da Bíblia de Genebra na pregação focada no evangelho, tanto nos discípulos de Calvino, por exemplo John Knox, como nos puritanos.

     Disse o Dr. Beeke, no capitulo a seguir, que os pregadores reformados foram chamados de “pregadores experimentais”, já que o alvo é o âmago dos pregadores calvinistas é aplicar a Palavra de Deus ao coração de seus ouvintes. Ele detalha dez marcas dessa pregação reformada experiencial. O autor foca logo em dois capítulos, o trabalho de evangelização de Calvino e dos puritanos, como o propósito de desmentir aos críticos que sustentam a ideia de que os reformados não praticam a evangelização.





5)    Calvinismo na prática

     Ray Pennings e Joel Beeke tratam nesta secção sobre o viver diário dos crentes reformados. Ao contrario do dualismo medieval que seguira a Tomas de Aquino, a Reforma propõe que tudo na vida deve ser feito para a glória de Deus. Beeke analisa o casamento e a família dos puritanos como exemplo da vida de um calvinista na pratica. Pennings fala no capitulo 25 sobre o trabalho no ponto de vista calvinista. Ele apresenta os princípios que o calvinismo tem sobre o trabalho, para confrontar os erros surgidos do trabalho de Max Weber em quanto ao relacionamento entre a preponderância do calvinismo em um país e a subsequente prosperidade económica de esse país. O fundamento do pensamento reformado sobre o trabalho e que Deus é glorificado a traves dele. Seguidamente, Ray Pennings trata de o serviço politico para Deus, falando sobre a rica herança reformada no ambiente politico, pregoando sempre o bem publico. Nelson Kloosterman expõe sobre a ética calvinista no ultimo capitulo de esta secção, reforçando a ideia que a pratica ética dos reformados é principalmente teocêntrica (coram Deo, diante de Deus) e centrada na Palavra de Deus.



6)    O alvo do Calvinismo

     Na conclusão do livro, Sinclair B. Fergunson argumenta que o calvinismo e sempre doxológico, por apegar-se aos ensinos Bíblicos. Ele enumera vários hinos escritos por calvinistas como um exemplo de quando a revelação de Deus em sua gloria e assimilada pela fé, a reação e atribuir toda a gloria a Deus. Isto resulta em uma experiencia de vida, um estilo de viver.

    

Em conclusão…

     Este livro e uma excelente guia introdutória sobre teologia reformada, escrito de forma compreensível agradável e educacional.

     E admirável as extensas citações e bibliografias que coloca o autor, o que ajuda a dar seriedade a seu trabalho.  É muito interessante como os diferentes escritores esforçaram-se em incluir o pensamento de João Calvino e cada tema tratado, examinando a sua influencia nos seus seguidores. O autor deixa claro é que o Calvinismo como um todo pode ter se originado no trabalho de Calvino, mas os desenvolvimentos posteriores de outros reformadores, estudiosos e pastores também definiram o Calvinismo como é conhecido hoje. Como já se mencionou na introdução do trabalho, e muito patente o apego do autor a tradição dos puritanos, remarcando uma e outra vez, que eles são os herdeiros legítimos do pensamento calvinista.

     Uma questão que tal vez não foi contemplada por o Dr. Beeke, foi o excessivo enfases na tradição presbiteriana em desmedro das outras tradições reformadas. Isso faze que a leitura por vezes deixe a impressão de ser um tratado sobre essa linha protestante só.  

     Alem de essa observação, O Dr. Beeke faz um excelente trabalho ao apresentar as doutrinas básicas do calvinismo, cuidando de expor o entendimento histórico das mesmas e como impactaram em aqueles que acreditavam nelas. Perante as criticas e mal-entendidos que a maioria do evangelicalismo atual tem em relação ao calvinismo, e sem esquecer também o complexo de superioridade de muitos que se identificam com estas linha teológica, este libro faz uma exposição equilibrada das ideias reformadas. Mais importante ainda, ele explica como essas doutrinas devem afetar tudo sobre a vida do crente.

sábado, 25 de junio de 2016

John Piper - Você conhece a Deus?




Da Misericórdia... ao orgulho. Pr. José Olivares

"O meu arco tenho posto na nuvem; este será por sinal do concerto entre mim e a terra. E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens. Então, me lembrarei do meu concerto, que está entre mim e vós e ainda toda alma vivente de toda carne; e as águas não se tornarão mais em dilúvio, para destruir toda carne.  E estará o arco nas nuvens, e eu o verei, para me lembrar do concerto eterno entre Deus e toda alma vivente de toda carne, que está sobre a terra. “ (Gênesis 9: 13-16).
Por causa da maldade humana, Deus tinha feito perecer baixo as águas a todos, salvo a Noé e aos seus, ao todo, oito pessoas (1Pedro 3:20). Nunca mais fá-lo-á. Não desse modo. Parece impossível aos olhos da ciência, mas sabemos pelas Escrituras que até então não tinha chovido na terra (Génesis 2:5-6), o qual explica que a gente não cresse a Noé durante o longo período em que construiu o arca (2 Pedro 3:3-7). Assim, sem chuva, nenhum homem tinha visto também ao que hoje chamamos o “arcoíris”, um fenómeno físico que apresenta as diversas cores do espectro solar e que aparece às vezes no céu devido à refração da luz do sol nas gotas de chuva contidas na atmosfera e que unidas formam nuvens. Segundo o relato do Génesis, o Criador de todas as coisas o desenhou e o pôs no céu como um lembrete contínuo de sua promessa de não voltar a destruir à humanidade com uma inundação.

¿Por que um arco?
A palavra arco, usada três vezes em Gênesis 9:13-16, é a mesma que se emprega em muitas outras porções das Escrituras para referir ao arco com que se lançam setas, uma arma de guerra destinada a produzir a morte dos inimigos (v.g. Gênesis 21:20, 27:3, 48:22, Josué 24:12, 1Samuel 18:4, 2Samuel 1:22, 22:35, 1Reyes 22:34).
Este é um poderoso e viva lembrança do poderío divino trazendo julgamento mortal contra todos aqueles que persistem em sua própria maldade e se revelam assim contra Ele. Deus, pois, mantém até hoje em exibição, no alto, uma representação de suas armas de guerra, em lembrança de que tem prometido se abstiver de usar uma delas para destruir à humanidade em seu conjunto.
Este portentoso sinal no céu mostra, assim, que o Deus do universo tem decidido misericordiosamente deter sua mão e não despregar seu poder para fazer morrer à humanidade baixo o água, apesar do merecer “porquanto todos pecaram” (Romanos 3:23). No entanto, Deus ainda pode trazer -e de facto trará- julgamento de morte contra os que se resistem à fé, não se arrependem de sua maldade, aborrecen a luz e não vêm “à luz, para que suas obras não sejam reprendidas” (Juan 3:20). Sem ir mais longe, anos mais tarde, Deus fez chover fogo e azufre contra as cidades de Sodoma e Gomorra por causa da irrefrenable maldade de seus habitantes (Génesis 19: 24-25). Hoje, fazendo eco das advertências de Jesús depois da calamidad sofrida por uns galileos, não podemos pensar que aqueles homens “porque padeceram tais coisas, eram mais pecadores” que nós. “Digo-lhes: Não, –acrescentou o Senhor- dantes, se não se arrependem, todos perecerão igualmente” (Lucas 13: 2-3).

Uma arma na bandeira
Em tempos recentes, desde faz uns quarenta anos, aquele arco posto nas nuvens tem vindo sendo empregue como bandeira do denominado movimento LGBT (lésbico, gay, bisexual, transgénero) e como símbolo do chamado “orgulho homossexual”. Suas diferentes cores simbolizam, desde a particular perspectiva de seus integrantes, a diversidade; mais especificamente, a ampla faixa de possibilidades no âmbito das preferências sexuais humanas.
¡Os defensores e promotores destes estilos de vida alternativos têm posto em seu estandarte o símbolo do poderío de Deus contra os pecadores! ¡Têm tomado por bandeira a representação das armas divinas que o Senhor -por agora- não está a usar contra os transgresores que podem as ver ainda!
Em sua segunda carta, o apóstol Pedro escreveu baixo inspiração divina que “nos postreros dias” viriam “burladores, andando segundo suas próprias concupiscencias” que poriam em dúvida que o Senhor vá voltar para julgar à humanidade. E agregou: “eles voluntariamente ignoram isto: que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio. Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios.”  (2Pedro 3: 3-7)
Deus pois, não voltará a inundar a terra, ¡mas um dia a vai fazer perecer no fogo! E seu arco nas nuvens, longe de indicar seu beneplácito com a diversidade de formas em que se pode pecar contra ele-sejam sexuais ou de qualquer outro tipo-, deve ser um lembrete constante de que o Senhor cumpre sempre suas promessas: tanto as relacionadas com sua misericordia, como as asóciadas a sua justiça. E que: “o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”. (2Pedro 3:10)

Olhando o arcoíris
Por tanto, todos deveríamos ver o arcoíris como uma mostra gloriosa da misericordia de Deus, pela qual “não temos sido consumidos” (Lamentaciones 3:22). Longe de avalar a diversidade de pecados que o homem de facto comete em qualquer de suas esferas, o arco de Deus aponta mais bem para “as riquezas de sua benignidad, paciência e longanimidad” que muitos menosprezam em lugar de se deixar guiar por elas “ao arrepentimiento”. Por tal “dureza” e “coração não arrependido”, os que persistem em afrentar a Deus entesouran para si mesmos “ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; O qual recompensará cada um segundo as suas obras; A saber: a vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem... Mas a indignação e a ira aos que são contenciosos, e desobedientes à verdade... Tribulação e angústia sobre toda a alma do homem que obra o mal... Glória, porém, e honra e paz a qualquer que obra o bem”, seja este quem for (Romanos 2:1-11).
Usar a misericordia de Deus como símbolo de orgulho pelo pecado é, sem dúvida, a pior das blasfemias. “Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias. Se o homem se não converter, Deus afiará a sua espada; já tem armado o seu arco e está aparelhado; e já para ele preparou armas mortais...” (Salmo 7: 11-13). Não é falta de amor o dizer. Seria falta de amor calá-lo. Oh, que esta seja uma advertência a tempo para que todo o homem, seja qual for sua maldade, procure “a Deus enquanto pode ser achado”, e chame-lhe “enquanto está próximo” (Isaías 55:6), recordando que Ele enviou a seu Filho a morrer numa cruz para levar sobre sim o peso dos pecados de todo aquele que nele crê, para lhes livrar do justo pagamento por sua maldade, lhes dando em mudança o presente da vida nova e eterna nele.
O julgamento de Deus certamente está em pausa. Mas um dia, virá. “Havendo pois de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão” (2Pedro 3:11-12). Y “¡Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo!” (Hebreos 10:31)


“Mas Deus prova o seu amor para connosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. (Romanos 5:8)


Pr Jose Olivares


 Jose Olivares é o pastor titular de Seguidores de Jesus, plantador de igrejas, e fundador do Colégio Reformado de Teologia em New York. Está casado com América e é pai de cinco filhos. Podes seguí-lo em twitter: @pjoseolivares.